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De Casulo à Borboleta


Nas profundezas da transformação,

um projeto se desenrola,

um abraço da introspecção,

uma metamorfose silenciosa.


No refúgio do casulo,

Me encontrei presa,

mas apesar do lugar escuro,

de lá surgiram muitas surpresas.


Examinando os fragmentos,

da minha alma despedaçada,

Encontro em Deus o acalento,

Me sentindo segura e abraçada.


Enquanto questiono o passado,

E me submeto a dor intensa das feridas,

Percebo o aprendizado,

e experiências adquiridas na lida.


Com cada memória dolorosa,

uma lágrima cai suavemente,

e dentro das paredes silenciosas,

o Espírito Santo me trata amorosamente.


O casulo torna-se um santuário,

um espaço para aprender e curar,

E apesar de muito solitário,

A melhor companhia encontrava-se lá.


Desvendei os padrões,

erros e escolhas que fiz,

Mas através das reflexões,

obedeci, amadureci e cresci.


Confrontando a escuridão,

e os meus medos mais profundos,

Encontrei a gratidão,

E o maior amor do Mundo.


Abracei a vulnerabilidade,

sem nada a esconder,

A dor se tornou uma professora,

que me ensinou a depender.


Não de coisas ou pessoas,

ou quaisquer emoções intensas,

mas do Senhor que me abençoa,

Sem desejar nenhuma recompensa.


O processo é árduo,

um caminho doloroso,

mas emergir do casulo me fez mais forte,

para viver um tempo glorioso.


Analisando o processo,

a jornada tão dura,

que leva ao autoconhecimento,

alcançado com fé e bravura.


Pois nas profundezas do casulo,

Está a semente da resiliência,

pronta para se transformar em uma linda borboleta,

com amor, mansidão e indulgência.


Então abrace o casulo,

a dor e o aprendizado que ele traz,

Pois a transformação espera,

com muita alegria e paz.


Ana Beatriz


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